Um conselho, caros amigos retroaventureiros amantes do 16 bits da Sega: se um chato amante de Megaman X te dizer “Haaaa, mas o Megaman Wily Wars do Mega Drive é um cocô, não presta, as versões do NES são muito melhores, Megaman X passa o trator nesse joguinho ae” não fique triste, apenas vá jogar Pulseman.
Sem exageros, o game é ótimo, tão bom quanto e até mais original que muitos games do robô azul da Capcom, jogue e confira!
Pulseman surgiu em 1994 pelas mãos da Game Freak, a mesma empresa responsável pelo excelente Magical Taruruuto-Kun e também por tudo quanto é jogo da franquia Pokemon que apareceu nos portáteis da Nintendo, e para os que achavam que estava surgindo ali um simples clone de Megaman para a concorrência, na verdade, o que ganhava vida era um dos personagens mais radicais e mau aproveitados da história dos jogos eletrônicos. Digo isso pois Pulseman só teve 1 único game, e um senhor game por sinal! Mas por quê só um jogo? Porque a Game Freak, logo depois do lançamento de Pulseman, se tornou uma subsidiária da The Pokemon Company, o que a transformou em uma pseudo-first party na Nintendo. De lá pra cá, ela praticamente só criou jogos da franquia Pokemon…Todos eles, por sinal.
Mas voltando ao Pulseman, diz o manual que o herói nasceu da união inusitada entre uma nova forma de vida digital e o humano cientista que a criou. Acontece que o tal cientista se apaixonou por sua criação,e então, resolveu se digitalizar pra dentro do seu super computador e fez um filhinho na Senhora Programa. E a criança logo se revelou ser capaz de viver nos dois mundos (digital e real) e locomover-se através de impulsos eletromagnéticos. Só que, inexplicavelmente, o doutor despirocou depois de uma de suas materializações para o mundo real, se tornou um malvadão safado chefe de um grupo de cyber criminosos e começou a tocar o terror no mundo com suas ameaças digitais. Sobrou para Pulseman dar um jeito na insanidade do seu coroa.
O jogo é rápido, muito bonito, colorido, frenético, variado e divertido. Muita coisa? Tem mais: Pulseman ataca basicamente com um soco elétrico, mas pode acumular energia estática enquanto corre e usá-la para diversos fins, como lançar um poderoso projétil elétrico, se transformar em uma bola de energia indestrutível que alcança locais altos e destrói o que estiver no caminho, ou viajar por fios e cabos elétricos. As fazes são longas, geralmente se dividem em 3 ou 4 partes (que alternam entre o mundo real e o digital) antes de atingirmos o chefe no final delas, e sempre aparecem em grupos de 3 na tela de seleção de fases, que podem ser acessadas em qualquer ordem num esquema bem parecido com o de Gunstar Heroes. A jogabilidade deixa um pouco a desejar, pois o pulo do herói é meio descontrolado e acabamos caindo em buracos vez ou outra enquanto não nos acostumamos às aceleradas que Pulseman realiza quando a energia estática se acumula nele; de resto, jogue e comprove como o jogo é du c@#%$o!
E aqui vai uma análise em vídeo bem mais a fundo do jogo! Confiram também!
Fim

O slogan do antigo RetroPlayers ainda vale pra mim: “também to morto mas tô aí!”
E muito bem acompanhado =)